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Os Besouros também navegam nas ondas do rádio!

Os Besouros também navegam nas ondas do rádio!

Quem tem idade acima dos 40 anos, certamente teve a oportunidade de conhecer o rádio desde muito cedo. Na BesouroBox, o rádio virou o tema central de três livros, mostrando que os Besouros também navegam nas suas ondas. Noutros tempos, o radinho de pilha, que era facilmente transportado para estádios de futebol, transitava entre a cozinha e a sala e fazia a alegria das famílias com suas radionovelas, músicas e informações foi por muito tempo o principal veículo de comunicação de massa do Brasil.

Os tempos mudaram, e hoje as formas de produção e propagação de vídeo se multiplicaram, temos televisão aberta e fechada, a educação no Brasil atenuou os índices de analfabetismo e nós, ouvintes das ondas do rádio, temos hoje a opção por streamming de escuta nas rádios web e nos podcasts. É! O rádio continua nos surpreendendo e encantando!

Aliás, a partir da década de 20 já haviam muitas emissoras em operação. No Rio Grande do Sul, duas rádios fizeram história: a Sociedade Rádio Pelotense, da cidade de Pelotas, e a Rádio Sociedade Gaúcha, de Porto Alegre, a pioneira no Sul do país. Na Gaúcha, um grande talento comandou as madrugadas na rádio e fez história no radiojornalismo gaúcho: Jayme Copstein. O jornalista Léo Gerchmann pesquisou, entrevistou e reuniu documentos e informações sobre a vida e a trajetória de Copstein e tudo isso foi registrado no livro, lançado pela BesouroBox em 2019, intitulado “Jayme Copstein ao Quadrado”.


A descoberta do rádio para Jayme Copstein – que além de inovar no estilo e na linguagem, inseriu o ouvinte como participante dos programas – começou quando ele ainda era um jovem. Na página 17 do livro encontramos essa fala de Jayme:"Eu me lembro do meu tio trazendo o jornal pra casa e começando a ler a notícia da invasão da Abissínia pelas tropas do Mussolini, e me fascinou a maneira como se contava alguma coisa que tinha acontecido. Desde então, tudo aquilo que eu dizia ou escrevia mais ou menos repetia a cena do meu tio lendo uma notícia".

O rádio no RS foi sempre muito forte como veículo de comunicação. Uma característica no meio radiofônico predominante até poucos anos era a presença de locutores masculinos. Na década de 70/80 na esteira histórica de Inezita Barroso, vimos surgir outra geração de locutoras que incluem a paulistana Patricia Palumbo, a gaúcha Mary Mezzari e a baiana Katia Suman, entre outras muitas mulheres que despontaram fixando o seu espaço nas emissoras de forma efetiva.

A radialista Katia Suman se tornou uma referência quando falamos em ativismo, de pioneirismo, irreverência e ousadia. Katia é reconhecida como uma das vozes de maior liderança da Rádio Ipanema FM, onde trabalhou por 20 anos. Ela formou uma geração de ouvintes, criou junto com uma equipe variada de jornalistas e comunicadores uma nova forma de fazer rádio.

Em 2018, lançou o livro “Katia Suman e os diários secretos da radio Ipanema FM” com lançamento na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre e que teve uma das maiores fila de autógrafos dessa edição. O livro resumidamente comentado por Luis Augusto Fischer no Sarau Elétrico de 18 de dezembro de 2018, “partiu de uma a iniciativa de Katia em deixar no estúdio da rádio cadernos que todos que por ali passavam, pudessem escrever os seus comentários, recados, mensagens, e foram sendo escritos por 12 anos de 1985 a 1997”. E Katia pontua: “Os diários tinham a participação efetiva de todos os comunicadores, da produção e de quem visitava a rádio”. O legal do livro de Katia é perceber a relevância da Ipanema FM dentro da história do rádio no Brasil. E refletir sobre esse veículo tão presente em nossa condição humana. Para quem não conhece ou nunca escutou Katia Suman continua fazendo rádio, mas agora na Web Rádio Elétrica, confere que é demais! www.radioeletrica.com

Afinal, mas qual é a diferença entre uma rádio tradicional e uma rádio online? Na prática, a principal diferença entre esses meios de comunicação é o alcance dos ouvintes. Enquanto uma rádio tradicional ainda funciona por meio das frequências AM ou FM, uma rádio online está conectada a qualquer plataforma digital. A outra diferença é que a rádio web se difere da rádio analógica pela forma de emissão do áudio. Mas quem entende também muito bem dessa transição entre as rádios e segue fazendo ambas é o jornalista Mauro Borba que, atualmente, mantém por streamming o podcast The Borba Cast e é diretor da Rádio MIX Porto Alegre 107.1 FM, onde faz o programa Cafezinho.

Em 2018, ele resolveu dar sequência às suas memórias de rádio depois do livro “Prezados ouvintes- histórias do rádio e do pop rock (publicado pela editora Artes e Ofícios/2001) e contar aos leitores sobre a história de uma rádio e o seu principal programa. O resultado foi “Pop, Rock e Cafezinho – aconteceu desse jeito”, lançado pela Besouro Box. Além de histórias e de um relato bem abrangente sobre as mudanças que o rádio teve desde o seu início, ele fala na produção do programa.

O que fica claro é que, apesar do avanço e popularização das novas mídias e da expansão do acesso à internet, o rádio continua sendo um dos principais veículos de informação dos brasileiros, porque soube se adequar às tecnologias e continua aprendendo a dialogar com o seu público. O Brasil tem aproximadamente 9,4 mil emissoras de rádio em funcionamento, incluindo emissoras comerciais AM e FM e rádios comunitárias. Por isso, leitores, estudantes, educadores, pesquisadores ou, simplesmente, nós ouvintes: estamos todos convidados a ler cada um destes livros e seguir navegando nas ondas do rádio.


Conheça nossos títulos que abordam o tema rádio disponíveis no site www.besourobox.com.br


KATIA SUMAN e os diários secretos da Rádio Ipanema FM de Kátia Suman
352 págs / 16 x 21cm / R$59,00


JAYME COPSTEIN AO QUADRADO de Léo Gerchmann
200 págs / 16 x 23cm / R$49,00



POP, ROCK e CAFEZINHO – aconteceu desse jeito de Mauro Borba
216 págs / 16 x 23cm  / R$49,90


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